terça-feira, 16 de abril de 2013

Sim, eu ainda espero...

“Talvez a contraposição do amor seja o seu próprio lado oposto.” – Christopher Duarte.

Dias nublados nunca trouxeram poemas apaixonados para aqueles que acreditaram no pacto de amizade que o amor disponibilizara por meio de suas artimanhas ardilosas. Esperar pela pessoa amada ou simplesmente adquirir um amor, não é algo que se possa obter virando a esquina ou estalando os dedos esperando por um gênio da lâmpada, obtêm-se de muito mais tempo e dedicação. E por que após encontrar a “pessoa dos seus sonhos” esse relacionamento se define em dias, semanas, meses?
Certamente que a efemeridade foi à culpada de tudo isso! Na sua cabeça, é claro. A efemeridade não passou de uma desculpa disfarçada da sua falta de amor a si próprio ou falta de compromisso com o amor, e assim vice-versa. Não se queixando do dia a dia febril da angústia ou tentando interpretá-la de modo que sua vida antes dela fosse completamente normal. Tudo se define em capítulo, página e linha. 
O relacionamento efêmero nada mais é que uma escolha má feita ou antecipada do que julgamos ser “No tempo certo”. Podemos culpar o parceiro(a) por não se dedicar tempo suficiente as nossas vontades, ou intervir dizendo-lhe que não fomos correspondidos da forma que “sempre sonhamos”. Sonhamos? Sim, sempre sonhamos com algo belo e lindo, que seja parecido com conto de fadas e que seu príncipe ou princesa seja uma pessoa igual às ilustres criaturas Hollywoodianas. Bobagem. Mantêm-se nesses aspectos e nos apegamos tanto ao que a mídia nos passa, que nos tornamos aptos a receber qualquer indivíduo em nossa vida de forma explícita. Ou seja, está explicado o porquê da efemeridade. 
Particularmente já amei quem não me quis. Já desejei quem não me queria. Já chorei por quem não derramaria uma lágrima por mim. Já escrevi poemas imensos para alguém que nem se quer um dia conseguiria interpretá-lo com os mesmos sentimentos que o escrevi. Entretanto, já neguei quem me queria. Já esnobei quem me amava. Já ignorei quem chorou por mim. E rasguei pequenos poemas que recebi, pois para mim eles não significavam nada, visto que estavam cheios de sentimentos. Entendeu? Amor efêmero nada mais é que uma dádiva da angústia, pois eu simplesmente poderia escolher a pessoa certa e acabo escolhendo a que aos meus olhos me agrada mais. Assim dando lugar ao que um dia eu chamarei de passageiro, rápido demais, breve, fugaz... 
Mas mesmo assim eu não culpo quem me trocou por uma pessoa 10 vezes pior que eu, aliás, você faria o mesmo! Pense, reflita. E se me perguntassem se eu trocaria uma pessoa com conteúdo por uma sem conteúdo e bela, a resposta automaticamente seria um SIM. Mas se me perguntasse se eu estaria satisfeito após alguns dias a resposta seria NÃO. 
Estou sentado e vejo o dia nublado que não me traz inspiração alguma para escrever o que sinto. Mas sou perseverante. Sim, eu ainda espero...

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