sexta-feira, 24 de maio de 2013

Eu não Posso fazer você me amar (I can’t make you love me)

“Não me encontro mais no que escrevo, não me encontro nos textos e nem em suas entrelinhas. Está difícil desabafar com o desconhecido papel e sua amiga intercaladora de nós, caneta.” – Christopher Duarte. 


Nunca me pararam e me perguntaram o que sinto. Nem me perguntaram por que tenho agido estranhamente com o meu derredor. Está tudo tão confuso e febril que as lágrimas se congelaram e o sentimento com elas também. Está tudo guardado lá dentro e nem o simples fato de escrever conseguirá que eu esqueça ou apague esse remorso repentino da palavra amor. 
Descobri ao longo do tempo que nunca amei. 
Talvez eu encontre o amor e diga a ele que não necessito mais de seus serviços, pois as ilusões conseguiram acabar com o coração apaixonado que tentou amar um dia. Estou só, ao meu redor tenho apenas um papel em branco e uma caneta, preciso ir até eles se quiser que tudo que eu vivi não seja apenas atirado ao vento como se não significasse “nada”. 
Descobri ao longo do tempo que o significado de amor não é atração. 
O labirinto de emoções está cada dia mais intenso. O piano não solta mais notas, o espelho não reflete mais e nem o simples latido de um cão tem mais som. E do nada ao olhar em volta, tudo começa se dissolver e desmaterializar fazendo que tudo vá virando pó aos poucos, onde apenas lembranças sobrevivam e o balé das angústias comece a ensaiar para o Grand Finale. 
Descobri ao longo do tempo que para me entender basta sentir. 
O inalcançável medo de expressar-me fez o que sou. Tento expor em palavras o que tenho sentido. Mas o desconhecido papel parece rejeitar o que tento lhe dar como resumo dessa situação. A caneta está ansiosa o bastante para saber o que tenho guardado e remoído com exatidão por esse tempo que exteriormente é pouco, mas interiormente não se vê a hora de terminar. 
Descobri ao longo do tempo que para fazer da vida um espetáculo, você necessita estar atuando. 
Estou encantado pelo som dos sonhos que ao caírem ao chão fazem da vida uma sinfonia melancólica. Estranho! Entretanto é a pura realidade do meu ver. As janelas estão difundidas em palavras enormes de letras garrafais dizendo textos de autores que já li. Memórias tentando entrar por todos os lados. A porta nem ouso abrir para não descobrir o que vem por trás dela. Mas sei que para prosseguir preciso ultrapassa-la. 
Descobri ao longo do tempo que ignorar é a forma que usam para te machucar. 
O mundo vê-me com outros olhos. Os livros encaram-me como desconhecido. O papel é desconhecido e a caneta osciladora de emoções. A Janela quer ser aberta para expor algumas memórias. A porta vai ter que ser aberta a qualquer momento. E no fim eu posso apenas dizer chega e caminhar para o porto seguro, Deus. Mas a distância cada dia se faz maior. 
Descobri ao longo do tempo que só ama quem tem amor transbordando de si próprio. 
A noite está linda. O dia ameaçador. Propus-me esquecer. Esqueci. Mas esqueci de quem realmente eu fui. Perdi minha essência e procuro pela saída do labirinto urgente. Sei que na saída encontrarei desafios... 
Descobri ao longo do tempo que: EU NÃO POSSO FAZER VOCÊ ME AMAR. Pelo menos não dessa vez!

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