quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu, tu ou ele: imaturo?

"Implore por amor, implore por atenção, implore por diálogos, implore por olhares, implore por palavras e saiba o que é ser escravo de uma vontade que não depende somente de você." – Christopher Duarte. 


Era uma linda manhã de inverno, onde apenas se aventurava ao mundo quem realmente estivesse encoberto por blusas quentíssimas e cachecóis sufocantes. E quem olhava ao distante notava que entre aqueles que passavam se destacava no canteiro de uma praça um casal a brigar por questões desconhecidas, mas percebia-se apenas que um falava e o outro ouvia calado e cabisbaixo. Briga de casal apenas, normal! E é aí que você se engana, mais um passo para a tão sonhada separação que não demoraria a acontecer se prevalece assim... 
Entretanto sobre a que venho ressaltar não inclui exclusivamente isso. Mas um amplo e vasto domínio sentimental incrivelmente torturante. Quem nunca julgou uma pessoa imatura pelas suas atitudes, modo de agir ou pensar? 
A vida nem sempre foi aquele mar de rosas que todos queremos e esperamos um dia vive-lo, visto que o principal domínio vem sempre sendo do mais forte sobre o mais fraco e assim se constituiu uma hierarquia sentimental de base “não sólida”. Visando o que usamos para construir o que chamamos de amor, podemos parar e analisar no que estamos errando e poder construir um sentimento verdadeiro e sem brechas. Brechas para o exterior, pois a partir do momento que me coloco a disposição de outra pessoa e ponho-me a ama-la, devo fiscalizar para que minhas atitudes não inflijam no modo de pensar dela e assim vice-versa evitando futuros conflitos. 
Mas infelizmente as pessoas vêm desde pequenas aprendendo da forma errada, sendo ensinadas que só consegue-se algo através da ignorância e da imposição de poder sobre a outra. Visto que isso vem sendo passado de geração em geração, a mudança precisa ser já e imediata. Mas o que torna uma pessoa consideravelmente imatura por suas ações não são o convívio com a hierarquia que lhe é imposta, mas sim as facilidades que os pais ou os responsáveis por elas vêm lhe dando através dos anos. 
Nada mais é do que um cidadão sendo criado com todos os luxos possíveis e nenhuma repreensão caso faça algo de errado. Ensinando-lhe diversões e nada de compromissos. Criando uma pessoa sem responsabilidades, sem compromisso, sem cumprimento da palavra, preconceito, falta de pensamento coletivo (onde só pensa em si mesmo), ou seja, tudo o que faça uma pessoa ser uma eterna amante de si mesma, uma egocêntrica. 
Na maioria das vezes podemos considerar a imaturidade como uma “porta para o seguro”, fazendo com que tendo cujas irresponsabilidades nos tornem um pouco mais favoráveis a sermos entendidos que precisamos de ajuda, mesmo recusando-a. 
Mas vale lembrar que pessoas imaturas encontraremos por toda a nossa vida, aonde quer que vamos e aonde quer que estejamos. Basta olhar para os lados para saber que imaturidade é um cigarro que é aceso por um e notado por todos, não só pela fumaça do antissocialíssimo, mas também pelo medo do estranho. 
O casal ainda continua brigando na praça, e eu me pergunto: Eu, tu ou ele imaturo?

4 comentários:

  1. bom a imaturidade é mais pra quelas possíveis pessoas que se acham donas do mundo...como se não tivesse errado ou sempre estivesse certo em qualquer circunstancia não bastasse o fato se bom ou ruim...bom na pergunta "eu, tu ou ele imaturo? eu acho que o mundo é imaturo e no caso sabendo disso eu ficaria com meus sentimentos e não me importaria com a consequência pois eu gostaria de ser mais uma estrela no céu do que qualquer ser nesse mundo defaso de dor dez-córdia e sofrimento...
    bom o que eu posso dizer mais uma vez você alcançou minhas expectativas parabéns pelo maravilhoso testo...espero que goste do comentário beijos pamy.

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    1. Qualquer comentário é muito bem vindo, podendo ser bom ou críticas ^^ E gostei muito do modo que vc definiu a imaturidade :)

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