quinta-feira, 13 de junho de 2013

Utopia das manhãs

"A neblina encobria o que eu não deveria ver. Eu apenas procurava o que ela tentava esconder. Achei, ela apenas se desfez e deixou como ensinamento uma leve brisa sob meu cabelo." - Christopher Duarte.


Apenas me observa de longe
Como se quisesse distância,
Realmente queria.
Mas suas atitudes já diziam por si
Não precisava olhar nos meus olhos
E dizer o que realmente pensava.

Apenas me observa de longe
Disfarça o olhar e abaixa a cabeça,
Deve falar mal de mim e apontar minhas imperfeições.
Mas eu não me importo
O coração se fez prepotente
E se recusou aceitar a situação.

Apenas me observa de longe
Apressa o passo e olha disfarçadamente,
Não quer contato e nem diálogo.
A neblina encobriu a manhã
E eu mal sabia que ela me poupava
Da dor de ter que vê-la novamente.

Apenas me observa de longe
E faz da minha dor seu orgulho,
Pois ama a distância que há entre nós.
Pois nem a enigmática legenda dessa situação
Explicaria, 
O que eu sinto aqui dentro.

Apenas me observa de longe
E falha-lhe a forma de ignorância que traz,
Busquei entreter-me nos livros
Mas tudo fazia me lembrar
Da forma que eu sofria com o próprio ser,
Utópico.

Apenas me observa de longe
Por que?
Porque a utopia das manhãs
Ama ver-me só,
Pensativo, Mal,
Utópico.

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