domingo, 18 de agosto de 2013

Apenas um simples Escritor.


“Se te faço sorrir com belos poemas ou faço você se perder em seus próprios pensamentos com dúvidas sobre o que escrevi, saiba que isso é o que mais me agrada em ser eu mesmo, em ser apenas um simples escritor.” – Christopher Duarte.


E aqui me encontro novamente, sentado, pensativo e cheio de inspiração para relatar o que me cerca. Mas desde que criei o blog venho com uma pergunta em mente: Por que Deus me deu o dom da escrita? (Se é que posso chamar de dom tamanha habilidade para conciliar o real com o escrito, o engraçado com o subintitulado do texto nada particular, do desespero do dia-a-dia em uma forma de desabafo...) Pois bem, dúvidas começaram a bombardear minha mente fazendo de mim uma das pessoas mais confusas nesse mundo.
Comecei a observar o céu e ver ao longe se prováveis respostas poderiam aparecer para poder responder essa mente cheia de perguntas. Entretanto, nada de diferente. O céu continuava calmo e o sol preparava para se por a oeste, ao longe nada demais se pôs a mercê para explicar minhas dúvidas, nem o próprio monumento do Cristo Redentor que se encontrava sobre uma das montanhas da cidade e que dava para ver perfeitamente de minha casa ousou-se a dizer algo. Parecia que naquele momento era “eu” e “eu”. Se quisesse saciar minha sede por respostas teria que me contentar com o bom senso que eu tinha e minhas próprias “teorias” para me sentir melhor.
Naquele momento, a mente pedia por um pedaço de papel e algo que pudesse rabisca-lo a ponto de retratar em meras linhas o que o escritor confuso pensava e questionava. Mas havia algo maior a ser feito antes, desembaraçar a corrente de dúvidas para só assim colocar no papel o sentimento de plena convicção em saber o que estava expondo sobre as linhas.
Ao fixar os olhos no monumento do Cristo Redentor, coloquei-me a pensar no que poderia contribuir usando esse dom que Deus me dera e com certeza gostaria que crescesse e desse frutos, e não que fosse guardado ou escondido para no final de tudo não dar em nada e nem muito menos produzir algo. Entretanto a dúvida ainda persistia: o que fazer? Talvez quisesse que eu mesmo por meio da escrita descobrisse o rumo a ser tomado ou que através desse caminho de escritor que estava traçado a ser percorrido, eu encontrasse pelos caminhos da vida alguma luz e soubesse exatamente o que fazer a partir daquilo. Talvez. E se não fosse isso, tivesse algo a mais?
Nesse mesmo instante bombardeou em minha mente algumas lembranças de alguns amigos me dizendo o que eu deveria fazer quando crescesse (no sentido de idade mesmo, crescer mais do que meus 1,83 de altura já é querer demais) e assim tudo virou uma bagunça total. As dúvidas que já existiam e as dúvidas que estavam por vim.
Mas levantei-me e pus-me a colocar a vida em dia, colocando algumas partituras de piano a trabalho e fazendo a casa ganhar uma leve harmonia, coloquei em mente algo que minha amiga me disse uma vez: “Entrega nas mãos de Deus!” Era o que eu exatamente estava decidido a fazer, mesmo prevalecendo as dúvidas, as preocupações de maneira alguma deveriam aparecer. Apenas fiz o que eu deveria ter feito: seguir a vida e deixar que o amanhã à Deus pertence.
Pois quem saiba lá no fundo meu simples lado escritor saiba o que fazer. Sim, apenas um simples escritor deverá saber o que fazer!

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