quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Escritores à parte, revoltados sentimentais à tona.

"Seria necessário horas para conversarmos e você aos poucos conseguir arrancar de mim o que ando escondendo aqui dentro. E mesmo assim talvez não aja sucesso nessa sua tentativa de arrancar-me algo, visto que sou uma rocha em determinadas ocasiões." - Christopher Duarte.


E de todos os desabafos aqui já compartilhados, talvez os atuais sejam os que mais machucam e insistem em querer ser expelidos sobre o papel com toda força possível. Escrever sempre foi um refúgio para minha pessoa, pois era o lugar onde o escritor ganhava vida e fazia do mundo o que bem quisesse. Conseguia fazer situações ruins virarem poesia e dramas da vida virarem lindas narrativas onde apenas interpretava quem realmente estivesse interessado.
Realmente tenho em mente que desde muito cedo conseguia criar nesse mundo da escrita um refúgio para mim e onde somente entrava quem realmente se interessasse pelo universo que existia lá dentro. Não era um lugar belo e nem muito menos para descanso, era um lugar feito para desabafar e acima de tudo colocar de forma escrita o que o incomodava e o deixava "para baixo". Mas entrar nesse universo sempre exigiu muito esforço, visto que cada vez que eu adentrava deixava lá parte de mim, uma parte que automaticamente era transformada em palavras e ganhava vida.  O feliz presente, faz com que eu me refugie nesse universo e apenas desabafe nele o que ando sentindo ou necessitando que seja dito para mim. Criando um tutorial de autoajuda para minha própria pessoa venho buscando consolo nos parágrafos e entrelinhas. Blá blá blá blá.
Para que continuar se quem realmente deve ler o que está sendo escrito não lerá? Ao fazer a pergunta: Você gosta de ler? Apenas ressuou de volta um simples "NÃO", onde apenas respondia as demais perguntas por pura obrigação ou educação, ou seja, não estava dando a mínima para o diálogo que eu até então pretendia ter. Por mais que me doesse fazer aquilo, apenas fiz-me o favor de inventar uma desculpa qualquer e sair do bate papo, pois não estava mais descendo aquela situação constrangedora que eu estava me rebaixando a passar.
As vezes penso comigo se o amor é realmente um sentimento que plaina sobre todos. E infelizmente à minha contra-resposta a minha pergunta é sempre um NÃO. Revoltado? Não, mas não posso dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo no momento. "A contraposição do amor é o seu próprio lado oposto" - Christopher Duarte, realmente. Sejamos igualitários, mas felizes com o que temos, nós mesmo.
Chega de entrelinhas e vírgulas, mesmo sabendo que seu gosto interpessoal não seja a leitura e que talvez nem perca seu "precioso tempo" lendo o que escrevo, apenas ressalto que meu sentimento por ti apenas cresce. Se vai ser correspondido, apenas o tempo dirá, ou meus futuros textos sarcásticos a ti.

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