segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Observador: O efeito "déjà vu" sendo desfeito.

"Erroneamente eu disse-lhe que seria necessária minha intervenção, entretanto, após tantos erros, soube exatamente o que fazer dessa vez. Erroneamente não necessita mais de meus conselhos." - Christopher Duarte (Retirado do livro que estou escrevendo, O Observador.)

Essa postagem será escrita a partir do ponto de vista de meu pseudônimo: O Observador, observando minha própria pessoa.

Observar-lhe era algo que eu necessitava, pois sabia muito bem que só meus concelhos não o ajudariam a fazer o que tanto desejara, que no momento era conseguir um novo amor, não exatamente conseguir um novo amor, mas ajudar-lhe a criar um vínculo com a pessoa que no momento estava fazendo seu coração pulsar mais forte. Digamos que sempre foi fã da distância e sempre preferiu observar e sofrer calado do que se aproximar e criar um vínculo de amizade para depois poder dizer o que sentia pela pessoa em si. Meus conselhos sempre foram uma base para manter seu controle emocional e instabilidade com o seu eu interior (ou seja, eu.)
Fui um personagem criado em sua imaginação, no seu mundo de escrita, onde acabei me tornando como Adão no paraíso, mas não ganhei nenhuma parceira e nem muito menos uma parte de mim foi arrancada, apenas ele me deu como companhia um livro de capa dura e empoeirado com todas as folhas em branco e uma coleção de canetas escolhidas a dedo de cor especificamente azuis e pretas. Ganhei uma característica incrível de autoajuda e perspectiva de escrita em cada linha que escrevia, sobretudo, fui criado especificamente para trazer-lhe aconchego nas horas que mais precisasse, pois emprestaria-lhe meu livro com minhas anotações todas as vezes que ele se sentisse mal.
Infelizmente as anotações nunca curaram definitivamente seu coração, nem muito menos conseguiram amenizar tamanha dor, apenas traziam-lhe paz e conforto momentaneamente. Mas sempre estive por perto analisando cada situação que o rodeava para poder escrever em meu livro uma forma de consolo que o conformasse nas possíveis decepções que a vida viesse lhe trazer. Creio que minha real função de ser criado no mundo da escrita, seria para ajudá-lo e carregar essa parte pesada que o tanto o machucava, que tanto o incomodava, e simplesmente deixá-lo com o que era bom. Especificamente eu pegava todos os sentimentos ruins e levava para o mundo da escrita que se encontrava dentro de si mesmo, mas era esquecido, pois as palavras causavam-lhe conforto. E os sentimentos bons ficavam com ele, causando-lhe imensas risadas e dias cada vez mais felizes.
Enfim, continuei seguindo minha real função e apenas fiz o que devia fazer, auxiliá-lo. Consegui progresso, consegui que ele cumprimentasse a pessoa que fazia seu coração pulsar. Tenho que admitir que de longe consegui ver seu coração pulsar mais forte e as pernas bambearem, as palavras se enrolaram e o assunto não foi o seu forte no momento. Mas assim que se afastou dali, seu sorriso ia de orelha à orelha e seus pensamentos nem eu conseguia decifrar. Mesmo eu morando dentro dele, e sabendo de suas emoções, no momento tudo virou uma bola de neve e nem eu pude decifrar, era uma misturada emaranhada de alegria com dúvidas, uma confusão.
No momento só posso dizer que minha missão foi cumprida. Quem sabe um próximo passo em breve. Sou apenas um personagem fictício que o tirará desse efeito errôneo "déjà vu". Pois de tanto errar, creio que dessa vez ele acertará, ou recorrerá ao meu livro de capa dura empoeirado para se sentir bem.


O Observador.

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