terça-feira, 26 de novembro de 2013

Meu eu sendo eu.

“Folhear sua vida, interpretar seus dilemas, grifar teus sonhos e ler em teus olhos que serei sempre teu fiel leitor” – Christopher Duarte.

A timidez veio incluída no pacote
Juntamente com as bochechas furadas ao sorrir
O que particularmente é o que mais me encanta.
Olhar duvidoso, nunca interpreto com clareza
Sorrisos escassos, mas quando aparecem:
Ah sim! Quando aparecem mudam o dia
As bochechas se furam e os olhos brilham
Brilham de tal maneira que me perco,
O meu derredor some e só vejo ao longe você.
Entretanto, quando os olhos não brilham
E o sorriso se desfaz
Sinto-me perdido, pois encara questionando
Tem em mente que logo irei desviar o olhar
E realmente é o que acontece:
Um, dois ou no máximo três segundos
Mais do que isso vira tortura encarar-te.
Por baixo de sua pele clara é o que me instiga
Tem tudo para ser sociável, mas ainda assim se fecha,
Reduz o diálogo conflitando com suas monossílabas
E nem me olha nos olhos, apenas passa o olhar.
Talvez não deva realmente olhar,
Com esses olhos cansados e fundos
Provavelmente pelas noites mal dormidas ou não...
Mas ensine-me a entender e a me portar
Pois quando estou contigo meu nível de ansiedade triplica,
As mãos suam e meus movimentos estremecem.
O que é isso?
Por que somente com você?
Troco às melodias do piano em troca de ouvir-te
Nem que seja sempre um simples: tchau
Ou aquele “oi” sussurrado que nem salta de teus lábios
Apenas murmura algo que eu deduzo ser um cumprimento.
Encara-me, mas nunca diz o porquê:
“Tell me why! Say why! I can’t hear you why!”
Enquanto isso vou vivendo
Amando-te, te querendo, te olhando e deixando ser você,
Siga seu tempo, use-o,
Mas me prometa que um dia me questionará
E dará o direito de também questionar-lhe,
Usando meu modo estranho e minhas qualidades
Usando seu modo estranho e suas qualidades
Tenho certeza que eu entender-me-ei,
Pois a partir daí, meu eu será eu!

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