segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Início de Tudo...

“Não trago mágoas do passado e nem muito menos arrependimentos, trago apenas novos ensinamentos que pretendo colocar em prática nos dias atuais para não cometer os mesmos erros, sendo assim, errar novamente não teria lógica. Ou teria?” – Christopher Duarte.


Existia um menino de sorriso estonteante e de cabelos encaracolados que desejava fazer da sua sala de aula um palco. Um palco onde se apresentaria mostrando aos seus colegas de sala um de seus passatempos preferidos: escrever. Passava horas de seu dia escrevendo e criando, inventando histórias dos mais variados tipos e até criando um alter ego (uma outra personalidade na escrita mas escrito por si mesmo) sem saber. Começou a criar pequeno livrinhos, feitos com folhas de papel de caderno, dividia a folha ao meio, cortava e depois colava uma na outra criando assim um de seus livros. 
Os pequenos livros no começo tinham histórias criadas por ele mesmo em relação aos amigos e com ilustrações de sua própria autoria para ilustrar o pequeno texto citado. Ganhou espaço na sala de aula a partir da quarta série, era a diversão dos alunos toda sexta-feira ouvir uma de suas histórias e esperar ansiosos para saberem quem o pequeno inventor traria no livro.
Até o momento não se considerava um escritor, e sim, um inventor. Pois a cada decorrer de semana tinha ideias brilhantes e adorava passa-las ao papel e ver o sorriso no rosto dos demais. No ano seguinte, na quinta série, ganhou mais espaço ainda com sua professora de língua portuguesa que mostrava grande admiração pelos pequenos livros e que acabou virando uma das personagens de suas histórias, chegando até a ser encontrada dentro do guarda roupa amordaçada (segundo a história).
Via-se nos olhos do pequeno inventor que estava muito feliz com o que fazia. Nos dias atuais, alguns de seus amigos têm guardado ainda esses livros como recordação do pequeno inventor e de suas mirabolantes histórias em que foram envolvidos. Os livros não eram muito extensos, continham de 15 a 20 folhas e em cada folha um parágrafo no máximo. Mas que eram o maior orgulho para o inventor de olhos brilhantes e sorriso largo.
Na sexta-série o trabalho com os livros ainda continuou e se estendeu até o início do ano seguinte, digamos que o pequeno inventor perdeu seu espaço, apresentar “pequenos livrinhos” eram desnecessários e só tomariam tempo da aula, foi desde então que o inventor viu-se impedido de atuar e mostrar seu brilho no olhar e sorriso largo ao se apresentar. E foi desde então que surgiram os contratempos, sem lugar para expor seu trabalho, viu-se forçado a parar. 
Ficou três longos anos sem escrever nada, apenas lendo, lendo e lendo cada dia mais. Enfiando a cara nos livros descobrindo novos horizontes e foi novamente que a chama se acendeu, descobrindo no momento que o inventor na verdade era um escritor e com tamanho empenho poderia escrever algo relacionado ao que tanto lia nesses anos. E foi que decidido iniciou sem ajuda alguma seu primeiro livro: “O Começo de uma nova vida”, que foi marcado pela perca de sua vó e também pelas marcas daqueles que não entendiam tamanho dom.
Singelamente, um livro com resultado incrível! Hoje se encontra diante do novo modo de pensar, com um blog em mãos e um segundo livro à caminho põe-se a cada dia mais escrever o que sente e expor para o resto de seus dias seus pensamentos em forma de textos. Perguntaram-no certa vez: POR QUE CONTINUAR ESCREVENDO SE POUCOS GOSTAM DE LER? 
A resposta soou bem clara: NÃO ESCREVO PARA OS OUTROS, ESCREVO PARA ME SENTIR BEM!
E realmente é o bem estar que ele procura ao fim de cada postagem, não para se sentir um escritor feliz, mas para se sentir único nesse mundo incompreensível de mentes vazias.

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