quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Outra parte de mim!


Certamente eu me achei em meio aos destroços
Sim, destroços que eu mesmo causei,
Construí enormes arranha-céus de sentimentos
Com bases sólidas o bastante para aturar tudo,
Tudo menos o desprezo, infelizmente,
Enfim, os sentimentos se tornaram ilusões, 
E a base sólida cedeu com o tempo.

Vou estipular que as mágoas ou arrependimentos
Não foram totalmente em vão, isso mesmo,
Me renderam bons textos e ótimos poemas
Que provavelmente com o tempo me serão útil,
Seja para um futuro livro de minha autoria
Ou até para meu blog, eis que já os uso,
Mas eu entender-me-ei com o tempo.

Os prédios desmoronaram em cima de mim
Não tive escudo, nem ao menos proteção,
Tive que correr no momento exato de tudo
De tudo e de todos, pois estava tudo perdido,
O arranha-céu se desmanchou, a base cedeu,
Tudo se perdeu, enfim sobrou...
Destroços e perdas, acabou o amor!

Entender-me-ei cada dia mais, e depois?
Depois escreverei-me-ei e com o tempo reconstruirei
Mas não construirei os mesmos arranha-céus
Construirei outra parte do meu eu lírico,
Que constrói, mas acima de tudo se mantém
Mesmo apesar dos apesares, sim,
Reconstruirei tudo.

Os sentimentos continuarão armazenados
Os destroços servirão de exemplos
Tudo será reconstruído! Tudo!
Desde o que sobrou, ou o que restou,
Chega de acreditar nas pessoas, pessoas amadas,
O tempo é instável, reconstruirei tudo, até...
... A outra parte de mim!

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