domingo, 13 de abril de 2014

Olhar utópico.

"Eu não necessito de mais amores, nem de olhares vazios sem o determinado sentido do que se pretende, nem daqueles pensamentos vazios à seu respeito onde idealizo situações que ao meu ver racional nunca irão acontecer". - Christopher Duarte.


O ambiente era novo, novas pessoas por todos os arredores e aqueles olhares estranhos que indagavam minha presença naquele recinto. Entretanto, de todos os olhares estranhos e sem emoção, um me cativou. O olhar que expressava um vazio imenso, sem sinais de atenção ou interesse por minha pessoa, mas que todas as vezes que cruzava com o meu, causava imediatamente um conflito onde ambos se desviavam no mesmo instante.
O conjunto que acompanhava o olhar trazia uma personalidade forte e aquela popularidade informal que ocorre entre os devaneios de cada passar de página do livro de Linguagem Jurídica, eram trocas de olhares constantes, compassivas e de certa forma torturantes para ambos, onde cada vez que os olhares se cruzavam, eram desviados imediatamente para um outro ângulo para satisfazer imediatamente a ideia de que tudo estava bem e que não havia cometido nenhuma gafe.
As explicações dos professores começaram a ganhar aquele toque sofisticado de duplicidade, onde eu me dividia em prestar atenção e ao mesmo tempo observar ao meu redor, não exatamente ao redor, mas especificamente um olhar, o que me cativou.
Amor? 
Não, nem coloco lenha nessa fogueira. Meus sentimentos estão se reconstruindo, erguendo as paredes que situações passadas fizeram com que as mesmas se desmoronassem em cima de mim. Preciso blindar emoções e não adquirir mais sentimentos negativos. Esperar que você leia isso? Utopia minha, você não trás o perfil de pessoa aplicada com os estudos ou que dedique seu tempo para blogs de Pianista/tecladista/blogueiro/filósofo/escritor/Humilde. 
E Agora?
Agora é continuar a obra, erguer paredes, blinda-las, mas acima de tudo se preparar para ter um castelo de sentimentos que só abrirão as portas para as pessoas certas. Enquanto isso vivo no mundo da escrita com o adorável "O Observador" de companhia e o dom da escrita como aconchego para acontecimentos como esse.

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