quinta-feira, 1 de maio de 2014

Enfim, a sós!

"Eu sou crítico o bastante para saber quando algo há de dar errado mesmo antes de acontecer. Pois bem, os enigmas que venho vivendo, os olhares presunçosos e vazios que venho recebendo e ao mesmo tempo doando, estão criando uma avalanche de emoções dentro de mim. Basta saber, EU POSSO AGUENTAR? ou melhor, ATÉ QUANDO POSSO AGUENTAR?" - Christopher Duarte.


Enfim, a sós. Eu e minha mente repleta de pensamentos lúdicos perante a situação em que me encontrava. Eu que sempre usei dos bons conselhos como norma para se viver bem comigo mesmo, onde usei das utopias disciplinares como argumento para explicar meu modo as vezes introvertido de ser, onde busquei nos livros de auto-ajuda a chave para dizer que tudo está bem mesmo que não estivesse, onde atirei aos quatro ventos que sempre estou de bom humor e posso suportar tudo com esse sorriso no rosto. De contra posição, minha mente repleta de pensamentos lúdicos, mas no entanto a mais sã do que estava ocorrendo nesse momento da minha vida. Minha mente agia com razão e me mostrava com clareza o que eu viria a enfrentar. Eu por outro lado, tomado inteiramente pelos sentimentos tentando guerrear com a razão e ver se ela me venceria como todas as vezes.
Eu, desejando e imaginando enquanto ainda permanecia deitado na cama como seria bom/ótimo tudo o que venho idealizando e sonhando para que se tornasse realidade, fosse real, palpável, e não apenas um mero pensamento idealista das minhas emoções. Por outro lado, a mente repleta de pensamentos lúdicos e a razão imposta como prioridade, vinha me alertando que quanto mais doce fosse imaginar essa situação mais torturante seria para esquece-la. Desavisado não estava, entretanto, ver que nesse universo utópico/abstrato eu era feliz e estava satisfeito com a situação, me trazia aquela alegria interior que se caracteriza com largos sorrisos estonteantes e aquela feição de extrema alegria durante as horas que se permanece em público.
Consigo visualizar claramente no que minhas emoções buscam como tesouro para si. Consigo visualizar na ilha que estou e o mar de sugestões e críticas que terei que atravessar para conseguir chegar até o monte alto e desconhecido que você se encontra, onde apenas o sol das ações corretas brilha como ponto de referência. Pois bem, sei que para atravessar esse mar terei que me lançar de cabeça, entretanto, a medida de conduta que venho tomando como base até então, vem fazendo de mim esse ser que todos apenas vêem a embalagem e julgam ser muito feliz, mas não é bem o que ocorre, o produto em si anda agonizantemente  necessitando de dosagem ou que interfiram na sua produção desde já. Necessito dosar o eu interior onde se localiza os sentimentos, ou impedir que os mesmos existam.
Por fim, saberei conciliar com o tempo o meu Eu com minha mente repleta de pensamentos lúdicos que prioriza a razão, será um grande desafio. Necessito tomar um ponto de referência como conduta e segui-lo, independente de onde irá dar. Necessito de alguém que seja minha base para quando estiver triste, arquivar dentro de mim minhas dores não cabe mais como medida a ser seguida à risca. Necessito explicitamente dizendo: ficar comigo mesmo, saber o quanto posso ser especial para mim e esquecer aquele pensamento pessimista de que não sou amável. Necessito de alguém, onde esse alguém mora nesse monte alto desconhecido, necessito apenas que fiquemos próximos. Que fiquemos a sós!

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