sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os olhares não possuem o mesmo brilho!

"Necessito saber como não necessitar. Preciso saber como não precisar. Aliás, tenho que me entender e lhe entender!" - Christopher Duarte.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Nem muito menos aquela essência
O enigma não desvendado e a plenitude se perderam
Acredito que todos entenderiam: 
Porém, não entenderam!

Os olhares não possuem o mesmo brilho
O sorriso encoberto que vinha de dentro se desfez
Os calafrios que sondavam o corpo,
As borboletas no estômago,
Tudo se desfez, TUDO!

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Porém não culpo ninguém além de mim
Eu criei esperanças e as ilusões
Não poderia cobrar de si sem nem ao menos avisar-te
Sem nem ao menos entender-lhe.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Nem minha escrita exala mais aquele sentimento bobo
Nem meus versos se fazem amorosos
Nem mesmo meus poemas trazem entendimento
Nem eu, nem nada.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
As muralhas e o exército se erguem novamente
Sentimentos e angústias sendo esculpidas nas colunas
Lágrimas e choros enchendo o lago que cerca o castelo
-Ergam a ponte, não deixe ninguém adentrar!

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Porém, sempre pude perceber em seus olhos os enigmas
Aquele sinal discreto e bobo de: AFASTE-SE
Ou aquela mania boba de IGNORAR-ME
Ou até mesmo só me procurar quando NECESSITAR.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Aliás, devo agradecer-lhe e cumprimentar-lhe
Suas atitudes me fizeram mais frio
Mais sólido e mais rústico que um diamante
Espero não precisar despejar sobre si as circunstâncias.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
Nem sei se um dia terão
Apenas farei complacente a ocasião em que trombarmos,
Ou melhor, aquela ocasião inevitável,
Aquela que você usa a ética para manter a educação.

Os olhares não possuem o mesmo brilho
O brilho não se encontra mais nos olhares
Eu necessito não necessitar, Eu preciso não precisar
Assim como:
Os olhares não possuirão o mesmo brilho!

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