domingo, 16 de março de 2014

Meu intelecto se comunicando consigo mesmo!

"Consideravelmente eu amo o meu jeito de ser. Não aprendi a amar o conjunto por completo, mas estou vivenciando as consequências de cada dia aprender a amar essa obra em plena construção. Não digo o lado exterior, e sim, o lado interior." - Christopher Duarte.

O dia nublado e consideravelmente gélido
Com ventos escassos, mas brisas presentes
Tudo coberto pelo relento da madrugada anterior
E com aquele aroma doce e ao mesmo tempo parentesco:
Parentesco no sentido de conhecido,
Cheiro de terra molhada e de ar renovado, 
Respiro e solto ligeiramente - Aaaaaaaah!
Estou vivendo, estou com os sentidos em perfeito estado
Mundo coercitivamente expelido da nossa realidade:
Da nossa realidade de criança sonhadora,
Que pensa erroneamente naquela concepção errada:
Concepção de manhã nublada, edredom e TV ligada
-Quem dera! - Dizia a mim mesmo
Voltava a observar o orvalho se desfazer
Sol começando a dar o ar de sua graça naquele imenso céu
E o vento começando a tomar parte
A brisa se desfazendo e os agasalhos sendo retirados um a um
Com mais calor corporal e a temperatura amena
Sentido-se obrigado a despir os teoremas:
Teoremas que havia estipulado mentalmente
Com regras a serem seguidas precisamente
Conceitos de ética de minha própria pessoa com domínio próprio,
Meu modo inadimplente e irônico - sarcástico precisamente
Mas de suma importância para me impor, para estar bem,
Inevitavelmente bem, pois esvaziar é uma escolha:
Escolha bem ampla, onde todas as respostas são - FAÇA!
Escolhi a minha, resolvi fazer, escrever, criar,
- FAÇA! CRIE! ESCREVA!
Pois bem, assim venho fazendo, criando, escrevendo,
Chega de "intelectuar-me" e mostrar aptidão para tudo
Querer dar explicações para cada amanhecer ou cada chuva
Para cada brisa ou falta da mesma
CHEGA! Vamos criar - Criando:
Estou sentado no banco à espera do trem
Está nublado, com brisa e temperatura amena
Estou criando?
-Sinceramente não sei! 
Mas as doses de tequila intelectual estão me dando ideias
Isso precisa de um analgésico disciplinar
Para me dar aquela sensação de estar dopado por ser exemplar
Aquela sensação de ser quem eu sou
De aceitar o que estou vivendo, pois o intelecto é rei
Ele reina e faz morada
-Por favor, uma mordaça, venda, cordas e uma cadeira...
Pelo menos assim, o pensamento cessa!

Nenhum comentário:

Postar um comentário