domingo, 4 de janeiro de 2015

Marcelai-te Larissando-lhe para Isaquear!

"Marcelai-te para aprender ser meigo e ao mesmo tempo voraz com as palavras na hora certa. Larissando-lhe aprenderei como ter atitude e domar dilemas até então considerado simples tabus. E se faltar razões ainda para escrever, basta ser você mesmo e não buscar nos demais alguma inspiração, pois o verdadeiro EU sempre saberá o que fazer, ou seja, basta Isaquear" - Christopher Duarte.


Confesso que até os dias atuais, mesmo retroagindo muito quando penso em escrever algo e tomar como referência algum texto passado, tenho tido aquele ponto de interrogação constante de como poderia começar, conduzir e por fim finalizar o tão esperado texto. Creio que também seja o ponto de interrogação constante de todos os demais escritores quando iniciam um poema, crônica, crítica ou até mesmo um simples lembrete de cabeceira, começamos com ou sem uma ideia em mente e deixamos que a escrita nos conduza de forma livre.
Os enigmas começam a tomar forma e o que antes era apenas um monte de pensamentos, sentimentos e sensações, começam a se transformar em palavras e ganhar forma, tudo de forma livre e espontânea, sem culpar a si mesmo caso não esteja saindo como o esperado.
Pois bem, gostaria de escrever que minha virada de ano foi ótima, com gargalhadas, com sorrisos abundantes e até mesmo com várias pessoas que admiro e gosto por perto. Porém, ocorreu tudo ao contrário, como um texto incompleto que não sabemos como finalizar e dar corpo à ele. Eu tinha a ideia, mas não sabia como concretizá-la, deixei livre, fiz igual quando sento no silêncio do meu quarto para escrever, deixei tudo fluir. 
Mas mesmo assim houve aquela sensação que estava tudo fugindo do meu controle, parecido com um poema de Fernando Pessoa que por mais que tentemos adivinhar o fim, nunca será como o esperado; parecido com os livros do Augusto Cury que o personagem principal irá nos dar um susto com o desfecho do livro, tudo fugiu do meu controle.
No entanto, os fogos da virada surgiram e não achei motivos para comemorar ou sair desejando um próspero ano novo aos demais, parecido com o dicionário Ruth Rocha que nos cansa com tantos termos, parecido com Sandy cantando "Dias Iguais", não havia motivos para sair comemorando. 
Até que algo surgiu e me trouxe reconforto, igual aquela sensação de poema finalizado e com todo aquele conteúdo que queríamos que tivesse no mesmo, igual aquela sensação de receber um presente que realmente já pensávamos em comprar, recebi áudio no WhatsApp dos meus queridos amigos desejando-me um "grandíssimo": FELIZ ANO NOVO! 
Parece simples, mas naquele momento eu senti apenas uma coisa que para se sentir bem basta: Marcelai-te Larissando-lhe para Isaquear!

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