domingo, 19 de abril de 2015

Say you'll never let me go! (Diga que você nunca me deixará ir!)


Pré-texto ou pretexto para conceituar uma definição sentimentalmente ao meu ponto de vista não conceituável.
Existe uma palavra pequena de apenas 5 letras que tem me feito pensar seriamente nas circunstâncias que estou passando: APEGO. O dicionário trás a definição que apego viria a ser um sentimento de afeição e simpatia por alguém ou alguma coisa. Não estaria ele (dicionário) muito errado se não existisse teorias voltadas para tal palavra que tentassem ao menos descrevê-la ou aprofundar o conhecimento e ter uma base ou discernimento de como se aplica na vida das pessoas. Enfim, estamos diante de um sentimento que emana de nós dependendo incessantemente que alguém ou algo complete esse vazio/carência/necessidade (adote o adjetivo que convir ao seu caso concreto). 

Say you'll never let me go!
Deixei minha playlist ligada no repeat e consequentemente na pasta direcionada as músicas tristes e melancólicas do meu Smartphone, enfim não viessem me alegrar, mas ao contrário apenas me deixar lubridiado de uma falsa sensação, onde cada lágrima que escorresse pelo rosto viesse a brotar um novo sorriso em um amanhã próximo. Abri um pouco de Eliane Brum a minha esquerda e comecei a folhear aqueles capítulos de "A vida que ninguém vê", pensando comigo se passar despercebido por entre as milhares de pessoas que convivemos ou apenas passamos do lado seria uma alegria ou uma doce tristeza, poucos não notaram e vivem consequentemente dentro desse casulo imenso que construíram e chamaram de "vida", as prioridades estão voltadas para o quanto trabalhar para poder gastar e pagar, porém, meu intuito não é trazer reflexão desse mundo sórdido que vivemos ou que estamos disposto ainda em um futuro próximo descobrir, enfim, apenas redigir, como sempre fiz.
Eu consegui escrever por várias vezes nesse blog que sempre tive uma facilidade em gostar das pessoas e... consequentemente sofrer por isso, consegui também esboçar alguns textos de auto ajuda que coloquei o amor próprio em primeiro lugar e... não consegui aplicá-lo exatamente assim, consegui escrever o quão importante era me prestar a desabafar quando escrevo e... fugir dessa ferramenta utilitária por meses, consegui dizer que estava gostando de alguém deixando o vento me levar e... não esperar que um tornado levasse tudo com o tempo.
A necessidade por escrever esteve sempre presente nos momentos que me vi prestes a derramar lágrimas ou expressar situações que eu não diria com palavras o que realmente estou sentindo. As críticas em relação à escrita não me desmotivaram a deixar de escrever, aliás, quem nunca precisou desabafar e não soube como? Cada um com sua "válvula de escape" dessa realidade que estamos condenados ou presenteados a viver, depende apenas do modo que você venha a interpretar a vida. 
Sempre usei a expressão "pessoas são seres com sentimentos, sentimentos não podem ser sempre entendidos, não entender leva a solidão", por isso minha busca incessante por sempre querer descrevê-los, não somente a fim de ter alguém ao meu lado (visando que metade do motivo seja esse), mas a fim de entender quando necessito escrever.
Por fim e não menos importante deixando um apelo ao meu livro empoeirado: "Eu posso redigir cada página, mas somente você que me abre um novo capítulo. Peço que dessa vez saiba quem está colocando novamente em minha vida e saiba o momento certo de tirar para que eu possa redigir mais uma página sem lágrima nos olhos. Acredito que as segundas chances são sempre bem vindas, se permitir que fique (Ti voglio) redigirei o restante do capítulo, mas não me faça deixar reticências e lágrimas por cada capítulo novo que você se dispôs a iniciar. Então, é isso".
Não é um texto de auto ajuda, não é um texto de auto reflexão, nem mesmo um texto sem pé nem cabeça que podemos ler e nem se quer entender, como sempre disse, é apenas necessário. E por fim a frase inspiradora do mesmo: Say you'll never let me go (Diga que você nunca me deixará ir), porque se eu for, meus capítulos passados e intermináveis, apenas me trazem lágrimas e reticências, com ênfase nas lágrimas.

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